S-OD-IF (aspecto da relação signo-objeto dinâmico-interpretante final)

A tricotomia S-OD-IF expressa a informação comunicativa final que o fluir de S-OD-ID está destinado a transmitir se a comunicação for levada até sua completude. Ela é, portanto, uma instância da enteléquia (W:5.404), ou signo perfeito (EP2: 545, n.25). Se for uma pura possibilidade (Rema), pode assumir o papel do Predicado de uma proposição, incorporando a informação produzida no fluir de S-OD-ID; se assumir o status de segundidade, pode ser uma proposição ou uma Inferência Indutiva. Caso se apresente como terceiridade, será um Argumento completo regido pelo princípio guia lógico. É importante entender que esses três tipos de signos ocorrem no eixo télico da significação e, portanto, expressam a causa final do processo de significação. Uma proposição, portanto, é um signo comunicativo cuja informação não pode ser esgotada em nenhuma multitude de Sintaxes (Asserções) que possam se dar na tricotomia S-OD-ID. Como já vimos, a gramática e o idioma usados na expressão da proposição ou de uma Indução são acidentais e não alteram a informação que contêm. Podemos, por exemplo, alterar nelas a ordem tradicional Sujeito-Verbo-Predicado das línguas latinas, escrevê-las em português, inglês ou qualquer outro idioma, expressá-la em diferentes modos (interrogativo, indicativo, condicional etc.) que a sua informação permanecerá idêntica desde que originada por uma mesma experiência colateral do objeto, ou seja: desde que a interpretabilidade fundamentada dessas várias ilocuções seja a mesma entre objeto (emissor) e interpretante (Intérprete). A essa interpretabilidade fundamentada aplicada à comunicação Peirce dá o nome de “fundamento comum” ou common ground (CP 3.621). Ele é o universo comum do discurso necessário entre falante e ouvinte, por exemplo, para que haja comunicação entre eles e que, na Filosofia da Linguagem Ordinária é normalmente chamado de background.