S-OD (aspecto da relação signo-objeto dinâmico)

É a tricotomia da relação do signo com o objeto dinâmico, da representação do objeto. O signo comparece nessa relação da maneira como o interpretante final o permite fazer, ou seja, é o signo já carregado com algum tipo de propósito. Ao se relacionar com o objeto dinâmico, que lhe é exterior, o signo deverá adaptar, corrigir e acomodar os propósitos que o interpretante final procura realizar por meio dele. A relação S-OD é, portanto, o confronto reativo entre a tendência do signo a realizar uma causa final e a indiferença do objeto dinâmico. Se a causa final que signo persegue não encontrar ressonância no objeto dinâmico, a representação falhará e o signo permanecerá apenas uma presentação (um ícone de seu objeto dinâmico) e tenderá ao auto-esgotamento, ao desgaste continuado até que a homogeneidade o consuma. Se a relação S-OD for uma segundidade, o signo tem a possibilidade de  representar materialmente seu objeto dinâmico, transmitindo informação factual sobre ele. Se a representação for uma terceiridade, o signo incorpora a forma do objeto dinâmico e se candidata a ser o veículo de sua transmissão. Se ele conseguirá, ou não, transmiti-la ao Intérprete, é algo que dependerá das relações S-ID e S-IF.