Interpretante final (aspecto)

O interpretante final é “a maneira pela qual o signo tende a representar a si mesmo ao ser relacionado com seu objeto” (CP 4.536), ou seja, ele é o próprio signo projetado no futuro, aquilo no qual o signo se transformará na opinião final. Em outras palavras, ele é “o propósito que o signo, no seu longo caminho, deveria preencher” (Johansen apud Santaella, 2000, p. 85). Por isso interpretante final localiza-se no eixo télico da informação e da significação – e não no eixo da Interpretação, como no caso dos interpretantes imediato e dinâmico. Esse aspecto tem passado despercebido por vários comentadores, que afirmam ser o interpretante final o fim para o qual a série de interpretantes dinâmicos tende, o que seria uma redução indevida da característica condicional do interpretante final a uma multitude qualquer de interpretantes dinâmicos. O interpretante final também sofre tricotomização, podendo ser uma qualidade destinada (interpretante final emocional), um existente destinado (interpretante final energético) ou uma lei (interpretante final lógico). Se for uma qualidade, o signo será na opinião final uma qualidade pura ou alguma forma de qualidade degenerada; se for um existente, o signo será ou um sin-signo ou uma degeneração de um símbolo numa réplica. Se for uma lei, então o signo será necessariamente um legisigno.