Dedução

A dedução não é uma classe de signo pura, mas um método analítico que faz um uso especial de outros signos, principalmente a abdução e a indução (cf. CP 5.581). O papel da dedução é construir uma metáfora na forma de um diagrama que represente, hipoteticamente, as relações entre os predicados gerais envolvidos num determinado estado de informação. Nesse diagrama são aplicadas metonímias para indicar os sujeitos (objetos) das relações diagramáticas. Feito isso, é possível observar, por um procedimento estritamente indutivo, relações que antes não haviam sido notadas – embora já estivessem aparentes no diagrama. A essa dedução, fruto de um simples “prestar atenção”, Peirce dá o nome de corolarial. relações que não estão “à vista” podem ainda ser reveladas com a introdução de alguma nova relação – feita hipoteticamente – no diagrama original. O resultado é uma nova hipótese, puramente abdutiva, mas que agora precisa ser testada por indução. A esse tipo de dedução Peirce chama teoremática (EP 2:502). Um ótimo exemplo de Dedução pode ser encontrado nos grafos existenciais (GE) de Peirce, um sistema de notação lógica essencialmente gráfica, baseada na manipulação de diagramas que ele afirmou ser sua “obra-prima” intelectual (CP 4.347).